Não existe melhor maneira de ser honesta do que dizendo a verdade. Eu sei que existem profecias auto-realizáveis porque nossas palavras têm poder. Há poucos dias eu comentei coisas que acabaram acontecendo depois. Sei que quando falo coisas ruins eu as chamo à realidade e quando digo coisas boas, embora haja luta, elas também se concretizam.
As pessoas me pedem pra orar por ela e isso é prova de que a oração, o conversar com Deus, atrai não só seus olhos e ouvidos, mas Seu coração. E eu vou contar aqui um segredo: não há nada mais gratificante!
Só existe uma verdade. E essa verdade é tão maior do que eu, tão sagrada, tão imutável. Há dias em que parece que todas as dores do mundo te convidam a olhar pra longe desta grande verdade. E nesses dias a gente chora e pede colo e grita... nesses dias a gente se esvazia e abre os olhos e a vida pra Deus entrar. Por mais desesperadora que seja a situação, a tristeza e a dor nada conseguem além de te aproximar de si mesmo, te fazer refletir, mudar o seu caminho...
Infelizmente existem dias em que o prazer te convida a olhar pra longe da beleza da realidade divina. E é desses dias que eu tenho medo. Seja do gracejo bobo de um homem-lobo, seja no atrevimento tão instintivo que é quase ingênuo daquele rapaz, seja no fim do dia quando você se encontra com seus amigos e as piadas fáceis te ajudam a desestressar... são tantas as armadilhas.
É oficial: estou sofrendo.
Não tenho vontade de fazer drama ou de encontrar identificação... de arrancar lágrimas. E agora também já não interessa fazer ninguém entender que eu sou quem eu sou, amo como amo e se eu gosto de falar sozinha o problema é todo meu. Eu já perdi muito tempo catalogando meus poucos discos e livros, perdi muito tempo tentando ser certinha.
Eu não tenho paciência pra provas de amor!
Se eu gosto de dormir de conchinha dane-se o resto do mundo... e se o cara não for nada meu... e se eu não quiser que seja também é tudo por minha conta... não se meta! Eu gosto de carinho. De dar e receber carinho. Se ninguém consegue reconhecer uma relação de amizade e cumplicidade, uma relação de irmão... eu não ligo! Do mesmo modo que não ligo mais se me julgam pelo que eu digo... eu não sou só o que eu digo! E se me julgam pelo que eu ouço, faço ou visto, também não é problema meu.
Está declarada a temporada do sossego.
Não quero louros pela minha coragem, nem lições de moral pela minha indiscrição. Eu não vou dizer que assim sozinha como estou me sinto bem, mas o cheiro de confusão, o cheiro de gente me dá pesadelos!
Estou meio de luto porque sei que vou perder alguém e pra se perder, não é necessário morrer. Alias, to perdendo 2 alguéns.
Ontem eu vi um cadáver... ela bateu na minha porta por um segundo, mas a “D. Morte” a esperava no carro com a foice e o capuz. Hoje vi mais uma agonizando... e chorei dois dias pela partida de um outro... tem uns 3 desaparecidos e a polícia já cogita declara-los como mortos... meus amigos morrem, eu não sei! E a cada vez que eles morrem é um punhal que me entra pelo peito, pelo estômago, pelas costas...
Eu sangro.
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