Cisternas Rotas (Jer 2:13)

Não existe melhor maneira de ser honesta do que dizendo a verdade. Eu sei que existem profecias auto-realizáveis porque nossas palavras têm poder. Há poucos dias eu comentei coisas que acabaram acontecendo depois. Sei que quando falo coisas ruins eu as chamo à realidade e quando digo coisas boas, embora haja luta, elas também se concretizam.

As pessoas me pedem pra orar por ela e isso é prova de que a oração, o conversar com Deus, atrai não só seus olhos e ouvidos, mas Seu coração. E eu vou contar aqui um segredo: não há nada mais gratificante!

Só existe uma verdade. E essa verdade é tão maior do que eu, tão sagrada, tão imutável. Há dias em que parece que todas as dores do mundo te convidam a olhar pra longe desta grande verdade. E nesses dias a gente chora e pede colo e grita... nesses dias a gente se esvazia e abre os olhos e a vida pra Deus entrar. Por mais desesperadora que seja a situação, a tristeza e a dor nada conseguem além de te aproximar de si mesmo, te fazer refletir, mudar o seu caminho...

Infelizmente existem dias em que o prazer te convida a olhar pra longe da beleza da realidade divina. E é desses dias que eu tenho medo. Seja do gracejo bobo de um homem-lobo, seja no atrevimento tão instintivo que é quase ingênuo daquele rapaz, seja no fim do dia quando você se encontra com seus amigos e as piadas fáceis te ajudam a desestressar... são tantas as armadilhas.

Mas tem um clamor no meu coração, uma vontade, não, um desejo. Mora em mim um grito tão profundo que meus ouvidos não podem ouvir. Tenho em mim um gemido inexprimível que, embora saia de dentro de mim, não nasce em mim, vem de tempos ancestrais. Tem um tremor aqui dentro, como um alarme. A cada dia aprendo com ele, me alimento dele, me sustento nele. Por isso, mesmo quando tudo vai bem e também naqueles dias em que tudo vai mal, ainda sou grata e me sinto satisfeita pois sei que a  fidelidade, o amor e a justiça divinos me levam pelas mãos. Eu não estou sozinha. Nunca estou.
volta as aulas

É oficial: estou sofrendo.

Não tenho vontade de fazer drama ou de encontrar identificação... de arrancar lágrimas. E agora também já não interessa fazer ninguém entender que eu sou quem eu sou, amo como amo e se eu gosto de falar sozinha o problema é todo meu. Eu já perdi muito tempo catalogando meus poucos discos e livros, perdi muito tempo tentando ser certinha.

Eu não tenho paciência pra provas de amor!

Se eu gosto de dormir de conchinha dane-se o resto do mundo... e se o cara não for nada meu... e se eu não quiser que seja também é tudo por minha conta... não se meta! Eu gosto de carinho. De dar e receber carinho. Se ninguém consegue reconhecer uma relação de amizade e cumplicidade, uma relação de irmão... eu não ligo! Do mesmo modo que não ligo mais se me julgam pelo que eu digo... eu não sou só o que eu digo! E se me julgam pelo que eu ouço, faço ou visto, também não é problema meu.

Está declarada a temporada do sossego.

Não quero louros pela minha coragem, nem lições de moral pela minha indiscrição. Eu não vou dizer que assim sozinha como estou me sinto bem, mas o cheiro de confusão, o cheiro de gente me dá pesadelos!

Estou meio de luto porque sei que vou perder alguém e pra se perder, não é necessário morrer. Alias, to perdendo 2 alguéns.

Ontem eu vi um cadáver... ela bateu na minha porta por um segundo, mas a “D. Morte” a esperava no carro com a foice e o capuz. Hoje vi mais uma agonizando... e chorei dois dias pela partida de um outro... tem uns 3 desaparecidos e a polícia já cogita declara-los como mortos... meus amigos morrem, eu não sei! E a cada vez que eles morrem é um punhal que me entra pelo peito, pelo estômago, pelas costas...

Eu sangro.

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